25 de jun de 2014

Compreensão e interpretação de textos

É comum encontrarmos pessoas se queixando de que não sabem ou não conseguem interpretar textos. Isso é causado, principalmente por ser algo monótono, sem graça, e muitas vezes, por ter textos super tediosos e por cada um ter seu próprio entendimento do texto ou maneira de cada um de interpreta-lo.
No texto literário, essa ideia tem algum fundamento, tendo em vista a linguagem conotativa, os símbolos criados, mas em texto não-literário isso é um equívoco.


Como interpretar textos

TEXTO – é um conjunto de ideias organizadas e relacionadas entre si, formando um todo significativo capaz de produzir INTERAÇÃO COMUNICATIVA (capacidade de CODIFICAR E DECODIFICAR).
  
CONTEXTO – um texto é constituído por diversas frases. Em cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se com a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa interligação dá-se o nome de CONTEXTO. Nota-se que o relacionamento entre as frases é tão grande, que, se uma frase for retirada de seu contexto original e analisada separadamente, poderá ter um significado diferente daquele inicial.
  
INTERTEXTO  comumente, os textos apresentam referências diretas ou indiretas a outros autores através de citações. Esse tipo de recurso denomina-se INTERTEXTO. 
  
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO  o primeiro objetivo de uma interpretação de um texto é a identificação de sua ideia principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou fundamentações, as argumentações, ou explicações, que levem ao esclarecimento das questões apresentadas na prova.
  

Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:
  
1. IDENTIFICAR – é reconhecer os elementos fundamentais de uma argumentação, de um processo, de uma época (neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem o tempo).
  
2. COMPARAR – é descobrir as relações de semelhança ou de diferenças entre as situações do texto.
  
3. COMENTAR  é relacionar  o conteúdo apresentado com uma realidade, opinando a respeito.   
  
4. RESUMIR – é concentrar as ideias centrais e/ou secundárias em um só parágrafo. 
  

5. PARAFRASEAR – é reescrever o texto com outras palavras.

EXEMPLO   
 Título do Texto Paráfrases
 "O homem unido ” A integração do Mundo 
A integração da Humanidade 
A união do homem
Homem + Homem = Mundo
A macacada se uniu (Sátira)

CONDIÇÕES BÁSICAS PARA INTERPRETAR
  
Fazem-se necessários: 
  
a) Conhecimento Histórico – literário (escolas e gêneros literários, estrutura do texto), leitura e prática;
  
b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do texto) e semântico; 
OBSERVAÇÃO – na semântica  (significado das palavras) incluem-se: homônimos e parônimos, denotação e conotação, sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de linguagem, entre outros. ~Falarei sobre isso individualmente depois.
  
c) Capacidade de observação e de síntese
  
d) Capacidade de raciocínio.

INTERPRETAR   x   COMPREENDER  
Interpretar Significa
Compreender Significa
 Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir.
 Tipos de Enunciados:
• Através do texto, INFERE-SE que...
• É possível DEDUZIR que...
• O autor permite CONCLUIR que...
• Qual é a INTENÇÃO do autor ao afirmar que...
 Intelecção, entendimento, atenção ao que realmente está escrito.
 Tipos de Enunciados:
• O texto DIZ que...
• É SUGERIDO pelo autor que...
• De acordo com o texto, é CORRETA ou ERRADA a afirmação...
• O narrador AFIRMA...

ERROS DE INTERPRETAÇÃO
  
Os erros frequentes de interpretação sãos:
  
a) Extrapolação (viagem) 
Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que não estão no texto, quer por conhecimento prévio do tema quer pela imaginação.
  
b) Redução 
É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de ideias, o que pode ser insuficiente para o total do entendimento do tema desenvolvido. 
  
c) Contradição 
Não raro, o texto apresenta  ideias contrárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões equivocadas  e, consequentemente, errando a questão.

OBS.: Muitos pensam que há a ótica do escritor e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa provar, o que deve ser levado em consideração é o que o AUTOR DIZ e nada mais.

COESÃO – é o emprego de mecanismo de sintaxe que relacionam palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si. Em outras palavras, a coesão se dá quando, através de um pronome relativo, uma conjunção  (NEXOS), ou  um pronome oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se vai dizer e o que já foi dito.
OBS.: Existe inúmeros erros de coesão no dia-a-dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do pronome oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer também de que os pronomes relativos têm, cada um, valor semântico, por isso a necessidade de adequação ao antecedente.
Os pronomes relativos são muito importantes na interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que existe um pronome relativo adequado a cada circunstância, a saber:

QUE (NEUTRO) - Relaciona-se com qualquer antecedente. Mas depende das condições da frase.

QUAL (NEUTRO) - Idem ao anterior.
  
QUEM (PESSOA)
   
CUJO (POSSE) - Antes dele, aparece o possuidor e depois, o objeto possuído. 

COMO (MODO)
   
ONDE (LUGAR)
   
QUANDO (TEMPO)
   
QUANTO (MONTANTE)   
EXEMPLO: 
Falou tudo QUANTO queria (correto)
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria aparecer o demonstrativo O).
  
• VÍCIOS DE LINGUAGEM – há os vícios de linguagem clássicos (BARBARISMO,  SOLECISMO,CACOFONIA...); no dia-a-dia, porém , existem expressões que são mal empregadas, e, por força desse hábito cometem-se erros graves como:
  
-  "Ele correu risco de vida", quando a verdade o risco era de morte.
-  "Senhor professor, eu lhe vi ontem". Neste caso, o pronome correto oblíquo átono correto é O . 
- “No bar: “ME VÊ um café”. Além do erro de posição do pronome, há o mau uso

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