6 de out de 2012

Capítulo II de Another Note: The BB Case Los Angeles


Luxaky
Um pouco sobre L; informação enviada para o mundo detetive.
Depois de WWII², têm existido três grandes detetives: L, Erald Coyle e Danuve, mesmo que todos sejam a mesma pessoa.
Mello descreve mais sobre L, sobre o nome Luxaky e o de Ryuga Hideki; e que o pseudônimo L significa o próprio nome de L. Faz referência ao forte laço que une Hideki ao seu nome verdadeiro. 
O narrador pergunta-se se L conhecera o nome que fora escrito no Death Note para matá-lo.

Retorna ao Caso BB.
Na cozinha de Bridesmaid, sentados em um sofá caro, um em frente ao outro, estão Naomi Misora e Luxaky. 
A agente recebe uma identidade de Luxaky, que se apresenta como Luxaky Luee.
Passa a observar o rapaz a sua frente que está mordendo o polegar magro, sentado com os pés sobre o estofado, e com braços abraçando os joelhos próximos ao peito. Tal atitude faz Naomi se sentir muito adulta. Volta a olhar a identidade em suas mãos.
Detetive Luxaky Lee?

Ela pergunta a Luxaky se ele trabalha como detetive pessoal. O mesmo responde que não, que não é nem algo parecido e, que nem sequer tem uma licença. A partir dessa resposta, Misora gostaria de ter em mãos uma caneta, e com ela escreveria estúpido na identidade. Fez algo mais simples, como colocá-la em cima da mesa.
Pergunta ao rapaz se sabe o que está fazendo, ele apenas responde que está investigando como ela faz. A mulher acredita que esses olhos vermelhos, que não piscam uma só vez, são horripilantes. 
Luxaky conta que começou sua investigação depois de ter recebido uma petição dos pais de Bridesmaid. A agente segue preocupada sobre o que o rapaz possa ter escutado da conversa entre ela e L. Naomi Misora imagina que, se puser a investigação em perigo, talvez estivesse em um sério problema com L.

Luxaky acredita que a mulher é um detetive particular, já que não carrega nenhuma identificação do FBI ou polícia, e nem esteja exercendo como tal.
Naomi conta que está procurando o assassino das três vítimas, e o rapaz consente dizendo que também está fazendo o mesmo.

“Então, podemos um ajudar ao outro.”
A agente pergunta se Luxaky encontrou algo debaixo da cama; respondeu que se escondeu quando ouviu alguém entrar na casa, e queria comprovar se o assassino iria recolher algo que tinha esquecido. Para a mulher, isso soou uma mentira, como quando lhe perguntou se gostaria de trabalhar com ela; como se fosse um pretexto para revelar no que ela trabalha.
“Senhor Luxaky, você também tem uma norma de confidencialidade, não é?”
“Pelo que eu saiba, não.”
“Se você é um detetive, é impossível que não tenha uma.”
“Ah... Pois então sim, eu tenho uma.”
Luxaky diz que sua prioridade é resolver o caso, mas não se importa de partilhar informações descobertas. Mesmo Misora rejeitando a tal ajuda, ele insiste que dá no mesmo quem tiver resolvido o caso.
A agente não para de raciocinar; o que ele estaria tramando?

Luxaky responde que a decisão poderia vir mais tarde, mas antes disso, entrega a ela um papel dobrado que estava guardado no bolso da calça jeans.
Misora pega o papel e o abre, se surpreende ao ver o conteúdo; o desafio resolvido.
“ISSO É?!”
“Oh... já o conhecia?”
“Ah... não... não me referia a isso...”
A mulher percebeu qual era a intenção de Luxaky ao mostrar o papel; esperava ver a reação dela ante o enigma que ninguém conseguira resolver – a não ser L. Confirmou as palavras de L, ao dizer o quão complexo era o desafio.
Luxaky avisa Naomi que talvez, pela resposta obtida no enigma exista uma mensagem dentro da casa. Tais palavras resultam numa Misora preocupada, agora tinha certeza de que o rapaz havia escutado sua conversa com L.
O rapaz se desculpa, salta do sofá e caminha até a cozinha. Abre a geladeira e retira um frasco, deixando a porta do refrigerador aberta e, volta a sentar no sofá. Carrega nas mãos um pote de geleia sabor morango. A agente pergunta o porquê da geleia; entenderia perfeitamente que pão com geleia é alimento, mas não só a geleia.
“É algo que eu escolhi, já que é hora de comer.”
Misora se assusta com os modos do rapaz; Luxaky introduzia as mãos diretamente no pote, e as retirava com geleia, logo as enfiando na boca.
“Hmmm, algo errado, senhorita Misora?”
“Seu gosto por comida é um pouco... estranho.”
“Verdade? Bom... eu imagino que são completamente normais. Quando quero usar a mente, tenho a necessidade de comer algo doce. E se quero realizar um bom trabalho, o melhor é a geleia  O açúcar é uma proteína excelente para o cérebro.”
“Ah, percebo...”
A mulher acredita que o necessário para o cérebro é um bom ânimo, não o açúcar.
E ainda compara o rapaz com Winnie the Pooh, com a diferença de que Luxaky não é um urso amarelo. Depois de imergir a mão na geleia pela quarta vez, Luxaky utiliza o pote como uma taça; sorvendo o liquido pelo borde do frasco.
Diz a Misora que há outro pote de geleia no refrigerador, mas a agente com seus bons modos educadamente rejeita. Enquanto lambe as mãos pegajosas, Luxaky pede que continuem falando sobre a investigação.

Agora, Mello explica a relação de Naomi Misora com o caso Kira e, como Kira descobre que ela trabalhou no caso BB. E que provavelmente, não a haveria matado desconhecendo isso.
Voltando ao quarto de Bridesmaid.
Luxaky engatinhava, inspecionando todo o ambiente como se fosse uma barata. Questiona o que Naomi tem, e porque não esta unida na peculiar forma de investigação. Mais uma vez, a agente nega, e diz que não está disposta a andar de quatro.
Rapidamente muda de assunto, supondo que não encontrariam mais nada já que a polícia havia inspecionado o ambiente cuidadosamente. O rapaz nega tal suposição. Logo, Misora pergunta como ele havia encontrado e resolvido o enigma.
“Isso não entra na norma de confidencialidade? Presumo que não estamos compartilhando informações, senhorita Misora.” Responde Luxaky.
Ela o ignora e quando pergunta sobre a foto do crime menciona que os cortes se assemelham com letras. Prontamente, o rapaz replica, afirmando que não são letras, e sim números romanos. 
Os números são:

16, 59, 1423, 159, 13, 7, 582, 724, 1001, 51, 31.
Luxaky os enumera rapidamente, porém diz que até não ver a fotografia poderia estar equivocado. Diz que as porcentagens de acerto são uns 80%. 
Conta que não sente segurança em tomar tais feridas como pistas deixadas pelo assassino, pois podem ser direções erradas.

Depois de uma longa explicação, Naomi Misora pede licença para ir ao banheiro retocar a maquilagem.
A agente recorre ao banheiro do segundo piso, e no celular, digita o número 5 para entrar em contato com L. Relata tudo sobre o estranho e misterioso detetive particular, a narração em torno da fotografia e que ele tem em mãos o complicado enigma.
Quando pergunta o que fazer a respeito de Luxaky, L questiona:

“É um bom detetive?”
“O quê?”
“Estou te perguntando se é um bom detetive.”
“Não! É o pior...”
Se Naomi Misora fosse uma alma penada, arrastaria o tal rapaz, e se tivesse que separar o mundo entre as pessoas que deveriam morrer das que não, Luxaky estaria no bloco das que deveriam. A afirmação tornou um L mudo. 
Ao fim da conversa, L pede que a agente permita que Luxaky trabalhe com ela, mas vigie as atitudes do detetive particular.

Talvez pudesse ser de alguma ajuda. L questiona o paradeiro de Luxaky e Naomi responde que a ligação é feita no banheiro. L pede que volte e fique com Luxaky, e descubra se realmente o rapaz trabalha para os pais de Bridesmaid.
Quando Misora abre a porta do banheiro, Luxaky estava de pé, esperando-a. Deu a desculpa que tinha encontrado uma prova depois que ela saiu; mas como demorava a voltar, resolveu esperar junto à porta. A mulher ficou em dúvida se ele não estava querendo espiá-la. 
Enquanto caminham até o dormitório, Luxaky menciona que não ouviu nenhum ruído de água no momento em que ela deixou o banheiro e que poderia voltar e dar a descarga. 
Ela conta que tratava de assuntos por telefone, o qual não queria que ele escutasse.

Luxaky responde que na próxima vez, ela dê descarga se não quiser ser descoberta.
Na habitação, Luxaky se coloca de quatro novamente e, recorre a uma estante. Informa que o que havia encontrado não era uma nova prova, mas a verdade daquela estante.
“Olha, um compartimento na estante, à direita; em que há 11 mangás de Akazukin Chacha³.”
“É, estou vendo... e?”
“É um dos mangás favoritos”
“Para quem?”
“Para mim.”
Luxaky pergunta se Naomi Misora é japonesa ou americana. Responde que seus pais eram japoneses, e que tem as duas nacionalidades, e que não vive no Japão desde que começara a ir ao instituto.
“Então você conhece o legendário mangá de Ayahana Mina, ainda mais que o anime foi muito bom, um dos melhores de...”
“Acredito que este não seja o momento nem o lugar para falar de anime ou mangá; conheço tudo de Ayahana Mina, mas, por favor, vá ao ponto. Não vejo nenhuma conexão entre Ayahana Mina e o nosso caso.”
“Bom, podemos falar da incrível versão do anime mais tarde então... Mas não percebe algo?”
A mulher não percebe nada demais. Não lhe parece estranho que Believe Bridesmaid possua o mangá original. Com certeza sabia ler Japonês, e de qualquer modo, é fácil obter o material original graças a Internet. Obviamente, algum fã o teria. Observa atentamente os onze volumes, mas não presta atenção no que Luxaky se refere.
“A mensagem do assassino se encontra aí, senhorita Misora. O volume 4 e o 9 não estão em nenhum lugar. Akazuki Chacha contém 13 volumes, mas só há 11.”
“Talvez tenha planejado comprá-los no futuro. Além do que, não é todo mundo que lê mangás em ordem.”
“Não acredito que exista alguém que goste de ler mangás que leia primeiro o volume 3 e em seguida o 5.”
“Mesmo que seja assim, não significa que o assassino escolheu os volumes que estão faltando. Talvez Bridesmaid os deixou com algum amigo.”
Luxaky nega tal suposição.
“Não há ninguém nesse mundo que queira ler somente os volumes 4 e 9. Não me importo em apostar geleia  se erro.”
“Você aposta uma geleia de morango, como aquela que acaba de comer... Se pode comprá-la por cinco dólares, não é?”
Ainda que Luxaky siga com suas teorias dos volumes desaparecidos, Naomi começa a perceber algo. Pergunta ao rapaz, se ele sabe quantas páginas contém cada volume, e surpreendentemente, lhe responde que o 4 contém 192 páginas, e o 9; 184.
Misora soma ambos os números e encontra um resultado de 376 páginas. A partir disso, começa a procurar na estante, um livro de 376 páginas. Encontra um livro de título “Sem Jogo Suficiente”, do autor Permit Winter.
A agente inspeciona o livro e não encontra nada de suspeito. Pensa que o assassino escolheu os volumes de mangá e os substituiu pelo livro de Permit Winter. Algumas dúvidas a rondam; se a estante ficaria mais vazia se o livro de Permit tivesse sido trazido de outro lugar, ou se os mangás de Akazukin Chacha eram realmente de Bridesmaid.
Luxaky pede o livro e começa a lê-lo, segurando o livro entre o indicador e o polegar. 
Termina de ler as 376 páginas em cinco minutos, e depois confirma que não há nada em particular que possa ajudar, exceto o número de páginas.

Misora pergunta novamente os números romanos e ele os repete. Acredita que os números romanos e o número de páginas têm alguma relação, mesmo que os romanos sejam superiores a 376.
“No caso do número 476, se deduz que é a soma de 376 mais cem. Assim, olhemos a página cem.”
Rapidamente, o rapaz folhea o livro e diz o que encontrou. Entrega o livro a Naomi e diz que a primeira palavra coincide com o número.
Números:
16, 54, 1423, 159, 13, 7, 582, 724, 1001, 40, 51, 31.
 (No caso do número 1423, subtrai 376 três vezes para conseguir 295, etc.)

Letras na página que coincidem:
Q-U-T-R-T-E-A-E-T-E-E-N
Ainda que pareça similar ao nome da segunda vítima, quatro letras eram incorretas.
Luxaky declara que desde que a terceira letra era incorreta essa não era a mensagem do assassino, no máximo, era uma coincidência. 
Naomi está em desacordo e diz que todas as letras incorretas coincidiam com todos os números superiores a 376.

Primeiro olhou atentamente. E percebeu que se eles houvessem olhado a quarta letra, se dariam conta que passava quatro vezes o numero 376 (376+376+376+376+4). Significava que a letra correspondente era A. E assim, para o número 582, a segunda letra seria R...
Ao final podia se ler claramente “Quarter Queen”. Havia comprovado que o assassino deixou uma mensagem, como no caso do crucigrama.
“Bom trabalho Misora. Foi uma perfeita dedução, meus sinceros parabéns. Não creio que consigo competir com você.”

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